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História

 

A história do Santuário Santo Antônio de Roça Grande começa em 1676, quando o Bandeirante Borba Gato chega à região de Sabará, trazendo a devoção a Santo Antônio de Pádua. 

 

 Na região, Borba Gato planta,  às margens do Rio das Velhas, uma roça que fica conhecida como Roça Grande por causa da fecundidade do local. Mais tarde torna-se conhecida como Bom Retiro de Roça Grande, Santo Antônio de Roça Grande ou simplesmente Bom Retiro.

 

 Borba Gato constrói na região uma primitiva capela em honra a Santo Antônio, feita de adobe simples por fora.

 

 

         Ermida de Santo Antônio

 

Logo no início do século 18, a capela é elevada a Paróquia. Mais tarde, com o progresso de Santa Luzia, ela é destituída do status de Paróquia e torna-se capela novamente, agora pertencente à Paróquia de Santa Luzia, para onde o pároco leva a imagem de Santo Antônio. 

 

Contudo, extraordinariamente,  a imagem de Santo Antônio  retorna duas vezes para Roça Grande, aparecendo sobre uma rocha. Conta-se que na terceira e última tentativa de levar a imagem para a Paróquia de Santa Luzia, mesmo com vigilância dos guardas, Santo Antônio aparecia novamente sobre a rocha. Ainda, segundo relatos, a roupa de Santo Antônio estava cheia de carrapichos, em função da queda da ponte sobre o Rio das Velhas. Os moradores de Roça Grande e região atribuíram o fato a um milagre e à vontade de Santo Antônio de permanecer em Roça Grande. Desde então, a devoção ao Santo Antônio se espalhou, com romeiros de todas as partes de Minas Gerais. 

 

A primitiva igreja passa por uma reforma em 1810 e no início do século passado, é demolida. Seus maiores bens são vendidos para angariar recursos para a construção do  Santuário antigo, que teve as obras iniciadas em 1915. 

 

Há três séculos a devoção a Santo Antônio de Roça Grande, pelo valor histórico e pela consagração popular, é considerada a devoção “mãe” de Santo Antônio em Minas Gerais.

 

Atendendo a pedidos de toda Arquidiocese de Belo Horizonte, em 1998, Santo Antônio de Roça Grande é elevado à condição de Santuário Arquidiocesano.

 

Santo Antônio de Roça Grande continua atraindo um número sempre crescente de devotos, vindos de várias cidades de Minas Gerais e do Brasil, para celebrações aos domingos, terças-feiras e dias 13 de cada mês. Destaque para as romarias a pé saindo de vários pontos de Belo Horizonte e de Sabará.

 

Um detalhe interessante na iconografia da imagem de Santo Antônio de Roça Grande é a sua representação como padre, e não somente com o hábito Franciscano, como geralmente são as imagens de Santo Antônio.